Laura Neves do Amaral

Sobre a sonda solar Parker

Uma missão para tocar o sol
  • O Sol possui 3 camadas que podemos observar: A fotosfera, a cromosfera e a corona (a "atmosfera" do Sol). Conforme nos afastamos do núcleo solar, menor é a densidade do meio, e mais baixa sua temperatura. Uma vez que a corona solar é a parte mais externa, seria esperado que sua temperatura fosse mais baixa, mas o que se observa é uma diferença de 100x a mais que a temperatura das outras camadas. Da corona solar também flui o chamado vento solar, composto por elétrons e prótons de energia na ordem de keV, que fluem até os limites da heliosfera, cujo mecanismo de aceleração é ainda desconhecido.

    As possíveis razões do aquecimento da corona são as ondas de Álfven (ondas magnéticas) que impulsionariam as partículas e aqueceriam a região, a ocorrência de "nanoflares" na região, gerando calor, ou ambos em conjunto. Com os objetivos principais de averiguar tanto o aquecimento anormal da corona, quanto a origem do vento solar, no dia 12 de agosto de 2018, a NASA lançou a Parker Solar Probe. A missão leva o nome do astrofísico que previu a existência do vento solar, o ainda vivo, Eugene Parker, e vai orbitar o Sol a uma distância de 6,2 milhões de quilômetros da fotosfera (camada mais interna vísivel), ou seja, dentro da corona solar.

    Uma vez compreendendo a formação do vento solar, através dos dados da sonda, entenderemos mais profundamente como este afeta não só a atmosfera da Terra, mas a de todos os planetas do sistema solar, incluindo Marte, planeta no qual eu estudo a influência do vento solar no seu sistema magnético.

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