Posts Astronômicos

Nucleossíntese Explosiva

  • Felipe Vargas Ventura - Setembro 2018

    A natureza dos elementos químicos sempre foi uma curiosidade humana. Há muito tempo alquimistas tentam formar ouro e manipular as leis naturais para criar e transformar o mundo em que vivemos. Estrelas, por sua vez, são as verdadeiras fábricas de elementos químicos da natureza! O universo em seu nascimento produziu apenas elementos leves como o hidrogênio. As estrelas foram responsáveis pela fusão de núcleos necessários para que a maioria dos elementos químicos fossem formados. No entanto, elementos pesados começam a exigir cada vez mais energia para surgir e nem mesmo estrelas conseguem formar tais elementos que encontramos na tabela periódica.

    Como mostrado em outras postagens deste site, GRBs (curto para Gamma Ray Bursts) são os fenômenos mais energéticos do universo. Embora tais eventos ocorram em distâncias cosmológicas e pareçam não ter nada a ver com nossas vidas, sua importância pode ir além do que imaginamos!

    Recentemente foi comprovado o que há muito já era considerado por astrofísicos, GRBs curtos - aqueles cuja duração é da ordem de segundos são causados por fusão de estrelas compactas como buracos negros ou estrelas de neutron. Tais fenômenos são tão violentos que podem ser responsáveis pela formação da maior parte dos elementos pesados da tabela periódica, contrariando as principais teorias de que tais elementos sejam formados, em sua maioria, no colapso de estrelas comuns. Considerando que em um passado muito distante estrelas compactas e GRBs deveriam ser bem mais frequentes, podemos dizer que o mundo como vemos hoje só foi possível devido a tais explosões. De uma certa forma somos todos filhos deste cosmos, somos essa poeira estelar organizada. Existe um Cosmos dentro de nós.

    Mais informações aqui

    Fusão de Estrelas de Nêutrons

  • Felipe Vargas Ventura - Agosto 2018

    Pela primeira vez, os cientistas detectaram diretamente as ondas gravitacionais - ondulações no espaço-tempo - além da luz da espetacular colisão de duas estrelas de nêutrons. Isto marca a primeira vez que um evento cósmico foi visto tanto nas ondas gravitacionais quanto na luz. A descoberta foi feita utilizando o Observatório de Ondas Gravitacionais do Interferômetro Laser com base nos EUA (LIGO); o detector Virgo com base na Europa; e cerca de 70 observatórios terrestres e espaciais. As estrelas de nêutrons são as menores e mais densas estrelas conhecidas e formadas quando estrelas massivas explodem em supernovas. Quando essas estrelas de nêutrons espiralaram juntas, emitiram ondas gravitacionais que foram detectadas por cerca de 100 segundos; quando colidiram, um raio de luz na forma de raios gama foi emitido e visto na Terra cerca de dois segundos após as ondas gravitacionais. Nos dias e semanas seguintes ao esmagamento, outras formas de luz, ou radiação eletromagnética - incluindo raios X, ultravioleta, óptico, infravermelho e ondas de rádio - foram detectadas.

    Mais informações em: LIGO Caltech